CTO Feelings: Gestão de mudanças – Por dentro da curva de Kubler-Ross

Se você ainda não leu a primeira parte desse texto, sugiro ler clicando aqui. https://fernandoparreiras.com/2022/06/07/gestao-da-mudanca-facil-antigo/

As cinco Fases da Mudança (Kübler-Ross)

Elisabeth Kübler-Ross, M.D. (8 de julho de 192624 de agosto de 2004) foi uma psiquiatra que nasceu na Suíça. Ela é a autora do livro On Death and Dying, no qual ela apresenta o conhecido Modelo de Kübler-Ross. Após uma série de derrames cerebrais, Elisabeth faleceu aos 78 anos em Scottsdale, Arizona. Em 2007 ela foi eleita para o National Women’s Hall of Fame dos Estados Unidos.

Fase 1 – Choque e Negação:

É a primeira etapa no modelo e pode ter curta duração. Esta é uma fase em que um mecanismo de defesa temporário é acionado e faz com que algumas notícias levem um certo tempo para processar. Esse mecanismo é acionado quando recebemos algumas notícias específicas de uma realidade perturbadora. Nesta fase a pessoa pode não querer acreditar no que está acontecendo com ela. Isso pode provocar uma diminuição na produtividade e a capacidade de pensar e agir. Após o choque inicial passar, pode-se experimentar negação e a pessoa pode permanecer focada no passado. Algumas pessoas tendem a permanecer no estado de negação por um tempo maior e podem perder o contato com a realidade.

Como intervir nessa fase

O choque pode trazer imobilização. Opções simples de avanço nessa fase é falar, escrever, caminhar, correr ou sentir (frio e quente). Para a negação é preciso fazer com que a pessoa saia da dor. Para isso trazer a percepção sobre si mesmo e o contexto pode ajudar.

Fase 2 – Raiva ou Frustração

Quando a realização finalmente atinge, e alguém entende a gravidade da situação, pode ficar bravo e pode buscar culpados. A raiva pode ser manifestada ou expressa de muitas maneiras. Pode se direcionar a raiva a si mesmo ou para outros à sua volta. Enquanto alguns podem manifestar a raiva de forma geral, outros podem culpar a economia, o novo “chefe”, o novo colega de trabalho, a empresa. Alguns tendem a permanecer irritados, frustrados e com alguma agressividade durante esta fase.

Como intervir nessa fase

Dar vazão a raiva em um ambiente controlado. Expressão e resgate do autocontrole são muito importantes aqui. Conversar, dialogar, procurar entender os dois lados. Para dar o próximo passo é necessário entender que nem sempre somos “donos da verdade” e precisamos usar a adaptabilidade.

Fase 3 – Barganha/Negociando

Quando o estágio da raiva desaparecer, pode-se começar a pensar em maneiras de adiar o inevitável e tentar descobrir o melhor que resta na situação. Aqueles que não são confrontados pela morte, mas por outro trauma, podem tentar negociar a situação e chegar a um ponto de compromisso (nunca mais faço isso, ou aquilo, por exemplo). A negociação pode ajudar a chegar a uma solução sustentável e pode trazer algum alívio para aqueles que se aproximam do que desejam evitar. A busca de um resultado diferente ou menos traumático pode permanecer durante um tempo neste estágio.

Como intervir nessa fase

Perguntas de superação, suporte, provocar o senso de realidade são ações extremamente importante para superação dessa fase. Chamar o grupo, conversar, deixar com que todos expressem seus sentimentos e chamar o time para o compromisso. Geralmente nesta fase quando a mudança é empresarial algumas pessoas tendem a “deixar o barco”.

Fase 4 – Depressão

A depressão é um estágio em que a pessoa tende a sentir tristeza, medo, arrependimento, culpa e outras emoções negativas. Nesta fase é preciso cuidado para não se desistir completamente de tudo. Nesta fase pode se ter a impressão de chegar a um beco sem saída. Pode-se mostrar sinais de cansaço, reclusão, afastar-se dos amigos e excitação por qualquer coisa que aconteça em sua vida. Isso pode parecer o ponto mais baixo da Curva da Mudança (e é sempre um motivo de preocupação), sem nenhum caminho a seguir. Alguns sinais comuns de depressão incluem tristeza, baixa energia, sensação de desmotivação, perda de confiança. Quando pessoas nas empresas passam por essa fase certamente questionando sua importância no grupo e tem a tendência a pedir demissão.

Como intervir nessa fase

Resgate da autoestima, autoconfiança, do papel social e da assertividade.

Fase 5 – Teste e aceitação

Nesta fase após passar por toda a curva, as pessoas percebem que lutar contra a mudança que está entrando em sua vida não vai fazer a dor desaparecer, elas renunciam à situação e aceitam completamente. A atitude resignada pode não ser a luz no fim do túnel, mas é aquela em que a pessoa pode parar de resistir à mudança e avançar com ela. Começam então os testes e as experimentações testado novas alternativas que a levam direto para a aceitação.

Como intervir nessa fase

Elevar a autoestima, receber oportunidades e ressignificar o processo são as ações necessárias nessa fase. Perguntas de superação, suporte, provocar o senso de realidade são ações extremamente importante para superação dessa fase.

Considerações Finais

Tenha em mente que as mudanças nas empresas inevitavelmente ocorrerão, e você, independentemente de ser parte da liderança ou não, tem responsabilidades e ações que podem ajudar não somente a empresa, mas você também nesta jornada.

A Pandemia acelerou os processos de mudanças não somente nas organizações, mas também na economia; relacionamentos amorosos; família; amizades etc.

E lembre-se: não há jornada fácil!

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