Linguagem corporal e a relação com hormônios ligados ao poder e ao stress

linguagem_corporalAquela expressão “o corpo fala” realmente é a mais pura verdade. Geralmente nos comportamos ou agimos de acordo com cada situação que estamos vivendo, ou o momento em que estamos. Nossos movimentos corporais como se curvar, esticar, passar as mãos no pescoço, se expandir, tudo isso tem um motivo ou significado.

Porém, quando estudamos linguagem corporal e também um pouco de programação neuro-linguística (PNL), não nos atentemos para o fato que o “corpo pode moldar a mente” e TAMBÉM a “mente pode moldar o corpo”.

Como não sou especialista no assunto, mas procuro estudar e entender os meus próprios comportamentos e das pessoas que convivo, deixarei a Amy Cuddy em uma palestra no TED falar da relação da linguagem corporal para contribuir e entender nosso dia a dia. Vários estudiosos falam disso, mas além da história de vida fantástica e motivadora de Amy, ela aborda como a mente molda nosso corpo colaborando com pensamentos que alteram nossos hormônios, principalmente o TESTOSTERONA e o CORTISOL, estes ligados ao poder e ao stress respectivamente.

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Transumanismo e seus perigos

“NÓS PRECISAMOS de um nome para esta nova crença”, pensou Julian Huxley em 1957. “Talvez trans-humanismo sirva: o homem que permanece, mas se transcendendo, realizando novas possibilidades de e para sua natureza humana”.

EmpatiaEste século XXI está sendo marcado por discussões e buscas para cada vez mais inserir a tecnologia na vida humana, literalmente. Como a maioria dos grandes movimentos criados pela humanidade, o transumanismo é internamente diverso. Um movimento comprometido com a mudança, que combina teoria e prática, apresentando teorias descritivas e chamadas à ação. A questão em curso será: quais são os perigos associados a essas chamadas?

A história, de acordo com os ditos transumanistas, progride de forma linear (ou exponencialmente, levando em conta a taxa cada vez maior de mudança tecnológica), impulsionada pelo avanço tecnológico.

Mas essa era pós-humana seria realmente melhor para nossos descendentes?

O tranumanismo corrompe o conceito de direitos humanos universais e pode permitir a desigualdade ainda mais extrema do que a atual. A maneira mais óbvia de fundamentar os direitos humanos e proibir a discriminação é assumir que os seres humanos são especiais e têm valor intrínseco em virtude de serem humanos e que todos os humanos são iguais.

As mudanças fisiológicas intra-pessoais terão um impacto profundo na dinâmica do poder interpessoal. A maior preocupação é o potencial do transumanismo para aumentar a opressão em grande escala. Aqueles que usam tecnologia para aprimorar suas capacidades físicas e mentais seriam marcadamente diferentes dos não aprimorados. Em um mundo em que já existe muita desigualdade, a introdução de pessoas melhoradas pode tornar todos os outros totalmente incapazes de competir.

O avanço tecnológico sempre favoreceu aqueles com acesso a novas tecnologias e um alto grau de conhecimento e habilidade técnica. O transumanismo poderia criar uma imensa desigualdade dentro das comunidades e entre as comunidades. Em uma escala global, um maior acesso à tecnologia daria aos cidadãos do mundo desenvolvido uma vantagem biológica real. O efeito poderia ser o de uma fuga de cérebros gigante, com pessoas altamente treinadas e inteligentes concentradas em países mais ricos.

Mas o motivo da fuga de cérebros não seria que a elite intelectual tivesse migrado para países mais ricos para melhores condições de pagamento ou de vida. Seria que a elite intelectual fosse feita nesses países.

Mas mesmo quando o avanço tecnológico nos liberta de limitações, ele cria um enorme potencial de opressão. À medida que avançamos e empurramos os limites da capacidade humana, devemos ser cautelosos. Em nosso esforço para lançar limitações, devemos ter cuidado para não impor mais, não se padronizar mais.

A padronização robotizada traz enormes perdas HUMANAS, tais como sentimentos, empatia, generosidade, bondade, felicidade, esperança e sociedade!

Vamos usar e criar tecnologia, mas devemos continuar HUMANOS e com o coração criado por Deus.

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Trabalho em equipe, faça enquanto é tempo

alcateia_lobosMichael Jordan já dizia: “O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”. No último texto escrito aqui falei sobre minha visão sobre as gerações. É nítido cada vez mais a importância do trabalho em equipe, mas, de forma inversamente proporcional, vejo o desinteresse das pessoas em aderir ao trabalho em grupo.

Duas coisas que gosto muito em minha vida são: ESPORTES e ANIMAIS.

Tentando fazer analogias históricas e práticas usando estas preferências, vou tentar ilustrar sobre trabalho em equipe.

Quanto aos esportes, pratico a vários anos e sou apaixonado por artes marciais, um esporte que a princípio para quem não pratica é visto como solitário. Porém, essa visão é errada! A arte ou luta marcial é, talvez, o esporte que mais precise de um trabalho em time, em grupo, do qual todos estão em colaboração para o objetivo “solitário”, mas que ninguém o fará sozinho.

Não há treinos sem parceiro, não há técnica sem parceiro, não há lesões sem parceiro, não há derrotas ou vitórias sem a união de um time.

Trabalhar em equipe não é fácil, cada um tem sua forma de agir, pensar, atuar, refletir, impor. Durante minha vida pessoal e profissional uma das maiores reflexões que tenho feito é tentar entender o motivo do comportamento do outro indivíduo. (Jesus fez isso a vida toda, não é mesmo?!).

No dia a dia, em palestras, em textos e artigos citamos muito a importância de saber ouvir, mas ouvir por ouvir é muito fácil, o difícil é entender onde o outro quer chegar e ajudá-lo a chegar, mesmo com erros, mas atuar em time. E isso a arte marcial nos ensina no dia a dia, pois não há nada mais frustrante que ir treinar e não ter ninguém para lhe dar uns murros na cara! (Risos)

Agora vamos refletir sobre o mundo animal, e vou utilizar um exemplo emcionante.

Ao invés de enxergamos o lobo apenas pelo lado supostamente negativo, como animal sanguinário, como criatura malvada que devora gente, assim retratado na famosa história de Chapeuzinho Vermelho e em diversas outras fábulas, cuido aqui de evidenciar aprendizados que os lobos nos trazem, particularmente sob o ponto de vista de liderança, organização, espírito de equipe, respeito pelos mais velhos, ensino aos mais jovens, proteção à família, e principalmente que o líder deve vir por último mostrando que a capacidade vem do seu time.

Pelo que se percebe, os lobos são exemplo de inteligência. Aliás, não poderia ser diferente, porque foi deles que surgiu o nosso melhor amigo, o cão! Que os meus cães saibam disso, pois eles realmente são o melhor amigo, e se for falar de trabalho em equipe utilizando cães será injusto para o ser humano, pois eles praticamente usam o AMOR ACIMA DE TUDO. Mas vamos lá!

O exemplo dos lobos para a nossa vida

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Na imagem acima vemos o melhor aprendizado sobre trabalho em equipe. Os 3 primeiros lobos são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contacto com a alcateia. Daqui temos o primeiro aprendizado, pois mesmo que agora alguém do time esteja limitado pela idade ou pelas circunstâncias da vida, eles podem contribuir muito com o seu conhecimento e experiências.

Em caso de emboscada dão a vida em sacrifício pelos mais jovens. O segundo aprendizado é que só se tornam sábios somente aqueles que obtiveram experiências de vida.

Eles são seguidos pelos 5 mais fortes que os defenderão em um ataque surpresa. No centro seguem os demais membros da alcateia, e no final do grupo seguem os outros 5 mais fortes que protegerão o grupo. O terceiro aprendizado é o senso de proteção para aqueles que um dia estarão mais fortes, pois a vida é uma roda gigante parceiro!

Em último, sozinho, segue o lobo “alpha”, o líder da alcateia. Nessa posição ele consegue controlar tudo ao redor, decidir a direção mais segura que o grupo deve seguir e antecipar os ataques dos predadores. O último aprendizado é que um bom líder confia na equipe, fica de longe, não aparece, mas conhece e sabe tudo que está acontecendo.

Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo não deixando ninguém para trás.

“O verdadeiro sentido da vida, não é chegar primeiro, mas chegar todos juntos ao mesmo destino”. Jeovany Skarpathia

Abaixo segue um trecho da entrevista do mestre dos mestres da inovação falando sobre trabalho em equipe. Há, outra coisa, muitos acham que conceitos de startups são de agora. Então, veja o video.

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Separar ou adaptar às gerações?

Para começar este assunto, é importante lembrar que “antigamente” as gerações eram separadas a cada 25 anos. Cara, na boa, 25 anos é muito tempo, então 1/4 de século nos dias de hoje é tipo 1 século inteiro de velocidade em mudanças e mercados. Tudo muda muito rápido!XYZ

Então, eu praticamente defendo uma adaptação às novas gerações, caso contrário se imagine “morto”. Em resumo, mudar a mentalidade de trabalho na mesma velocidade das mudanças nas relações familiares, de trabalho, etc., é questão de sobrevivência.

Consoante a isso, especialistas no assunto já tratam mudanças de gerações a cada 10 anos, e eu concordo plenamente com isso. As mudanças atualmente não passam somente no sentido de como as pessoas agem ou produtos que consomem, mas também como se vestem, comunicam, aceitam, criticam, prestam atenção, possuem foco, senso de importância, senso de urgência e por aí vai.

Em termos práticos, viver e sobreviver atualmente no mercado de trabalho exige uma adaptação enorme, mudanças drásticas, aceitações de novos modos, entendimento das pessoas cada vez mais mutáveis. O gerenciamento de conflitos e resolução de problemas hoje é feito em períodos cada vez menores, muito pelo fato dos jovens resolverem mais rapidamente e sempre procurarem a forma mais fácil de ser feita.

Minha mãe usa uma frase desde o século passado que faz muito sentido: “Cuidado com velocidade pois ela faz tropeçar nas próprias pernas”. A citação desta frase é porque acredito que o avanço tecnológico destas três gerações certamente não será o mesmo nas próximas que estão por vir. Com a tecnologia vivendo momentos de crescimento exponencial, não podemos prever o que virá, mas o maior cuidado é a gente mesmo não tropeçar nas próprias pernas.

As gerações X, Y, Z

Existem muitos artigos e textos que falam disso, então não irei me delongar escrevendo sobre. Porém, tente se identificar na tabela abaixo:

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A tabela acima precisa ser vista de duas formas:

  • Onde sua idade cronológica se encaixa? 
  • Onde sua cabeça, ações e estilo de vida realmente se encaixam?

Eu prefiro responder a segunda opção e me adaptar na geração Y, quase uma Z (risos)! Brincadeiras à parte, a adaptação é uma das grandes caraterísticas do mundo atual.

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Como se adaptar

Vou utilizar os conhecimentos que obtive ao longo destes quase 20 anos de experiência em projetos de diferentes complexidades, perfis e pessoas envolvidas, dando ênfase ao desafio atual (ano de 2016 a 2018).

Estou à frente de uma equipe altamente tecnológica e que possui membros de 18 a 36 anos, ou seja, praticamente as 3 gerações. As vezes me pego fazendo perguntas a mim mesmo: “Haaaaá se os problemas fossem somente técnicos”. E sabemos que a gestão de pessoas geralmente é algo mais complexo que qualquer entrega técnica.

Porém, vamos aos pontos do meu entendimento que podem ajudar:

Entender os diferentes estilos de trabalho: A geração X não gosta de ser gerenciada nos mínimos detalhes, enquanto a geração Y preza por instruções específicas para realizar tarefas, senão mais “voa” que “executa”. Vale lembrar que, ainda que os mais antigos não apreciem ser monitorados, gostam de saber do processo, entender como tudo é realizado e fazer parte. A geração Y visa mais a estrutura e o resultado final do processo, mas quer tomar suas próprias decisões e fazer conforme entendem ser melhor para o processo. No caminho gostam de receber feedback. Basicamente os mais velhos desejam saber o “como”, enquanto os jovens querem saber o “porquê”.

Leve em conta os valores: Cada geração protege seus valores e os conflitos em decorrência disto podem ser uma ameaça a eles. A geração X, por exemplo, ainda no pensamento anti-guerra dos anos 70, valoriza, e muito, o espírito de equipe, cooperação e comprometimento, enquanto a geração Y prefere tomar uma decisão unilateral e agir, de forma isolada. Já a geração Z valoriza equipes abertas e honestas, que colaborem juntas – e gosta de ter muitas opções para escolher entre elas. Na minha visão, a geração mais difícil de lhe dar é a geração Y quando falamos de “valores”, pois são muito isolados e difíceis trabalhar e ajudar em equipe.

Compartilhe percepções: Quando funcionários de duas ou mais gerações estão envolvidos em um conflito no ambiente de trabalho, eles podem estabelecer um bom diálogo compartilhando suas opiniões. Os mais velhos podem sentir a falta de formalidade e o jeito, talvez, ofensivo dos Z, enquanto os jovens podem se sentir desrespeitados se os X não valorizam suas percepções e insights. É válido ter grupos distintos criando quadros com pontos de vista que mais valorizam. Funciona como um lembrete visual a todos e mostra, de maneira clara, a diferença entre as gerações, além de ser uma atividade divertida que não julga se são errados ou certos os valores de cada pessoa, apenas respeitando-os.

Valorize o melhor de cada geração: Pelo que tenho visto em minha experiência, queremos resolver problemas com uma solução criativa, vá em direção aos jovens. Estudos mostram que as pessoas imersas na tecnologia digital são 10% melhores na resolução de problemas do que seus parceiros mais velhos. Não acredite que as decisões e soluções possam vir apenas dos mais experientes. Os Y são a geração mais criativa que temos visto nos últimos tempos. Utilize as habilidades de cada geração da melhor forma possível!

Busque pontos em comum: A geração Y tende a valorizar segurança e estabilidade mesmo que precisem mudar constantemente de emprego, já os X são mais resistentes a mudanças, mas ambos atribuem importância a treinamento e desenvolvimento. Tanto Y como Z depositam um grande valor na flexibilidade do ambiente de trabalho, além de prezarem o balanço entre vida pessoal e profissional. Os X e os Y se sentem mais confortáveis com a diversidade e estilos de vida alternativos. Descobrir os pontos em comum e também as diferenças entre as gerações e algo muito importante para ajudar, em equipe, como eles podem utilizar suas forças em conjunto. Traga até eles a consciência sobre o ciclo de gerações para que descubram onde se encaixam. Não é um desafio fácil, mas totalmente possível e construído dia a dia.

Aprenda com os demais: Esta é a mais IMPORTANTE E VALIOSA pra mim. Cada geração possui lições valiosas para ensinar umas às outras. Os X têm a sabedoria, o conhecimento e os “truques” de que os jovens precisam. A geração Y é conhecida por sua lealdade e habilidade de mediação. Já a geração Z está mais antenada ao ambiente de trabalho do futuro, ao marketing e às tendências de mercado.

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Mudanças e Desafios

O ator Peter Dinklage de GAME OF THRONES em seu discurso no Bennington College localizado em Vermont – United States, fala sobre que “estava com medo de mudanças” até os 29 anos de idade. Hoje em seus 49 anos de idade atingiu talvez o seu auge na carreira como ator, saindo de uma formação em processamento de dados.mudancas_desafios

O fato interessante não é somente sobre arriscar mudar, mas principalmente quando ele diz que “Eu não sabia o que ia acontecer”. Eu, Fernando, particularmente em todo momento que assumo um novo desafio prefiro não saber o que irá acontecer, qual risco irei correr ou o tão quanto é difícil aquele desafio. Prefiro fazer ao invés de parar para pensar nestes pontos. Quem me conhece sabe que muitas vezes tenho um lado pessimista em um primeiro momento que me diz “Isso não vai dar certo”, mas o fato de ser um novo desafio me faz ir para casa, deitar a cabeça no travesseiro e desejar fazer parte da solução. Eu encontro minha própria motivação através da disciplina.

O princípio básico de encarar os desafios é NÃO SER PREGUIÇOSO.

Quando sentimos medo de algo não tente fazer perguntas, não tende entender muito e não saia dizendo para o mundo que você está pronto! Nunca estamos prontos! O que precisamos é coragem para encarar, pois o preparo virá de acordo com a nossa determinação, empenho e disciplina.

MOSTRE! FAÇA! E diga, CONFIE EM MIM. 

Para carreira profissional do qual temos subordinados, é importante CONFIAR NA EQUIPE. Porém, o mais importante é que cada um tenha este espírito pessoal, onde é necessário que eles entendam a necessidade de MOSTRAR, de FAZER e, então obter o CONFIE EM MIM!

NÃO ESPERE!
Faça, pois amanhã teremos 1 dia de atraso para nosso acerto ou nosso erro.

Esperar por momentos decisivos para tomar as nossas decisões é um grande erro, pois estes momentos não virão, nunca teremos melhores momentos, sempre temos o momento do agora. O que nos define já aconteceu, fazer acontecer é nossa responsabilidade.

“Sempre tentou, sempre falhou, não importa, tente de novo, falhe de novo, falhe melhor”. Beckett

“Seja gentil como todo mundo, ilumine a noite.” Dinklage 

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