Computação Cognitiva

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Em uma explicação mais simples, o conceito de computação cognitiva trata dos sistemas computacionais que têm como objetivo prover interação e geração de resultados de forma aproximada àquelas desenvolvidas pelo cérebro humano, buscando entregar análises, comparações e predições que praticamos “pensando” no dia a a dia. O conceito de computação cognitiva é ligado intrinsecamente aos conceitos de aprendizado de máquina e inteligência artificial. Embora tais conceitos ainda não sejam completamente definidos, estando em desenvolvimento ao longo de décadas, resultados importantes vem sendo gerados em prol do conhecimento e da interação humana, gerando resultados notáveis para a medicina, educação, direito e inteligência, dentre diversos outros.

Aprendizagem de máquina é a habilidade que os sistemas computadorizados têm de melhorar seu entendimento e desempenho por meio de modelos matemáticos e descoberta de padrões de dados, e usá-los para fazer predição e aprender com isso, sem que tenha sido previamente configurado.

A melhor maneira de explicar COMPUTAÇÃO COGNITIVA  é por meio de exemplos. Imagine que, por questões de saúde, um médico recomendou que você comece a praticar a natação. Você então começa a pesquisar sobre o tema e decide comprar online todos os acessórios necessários (touca, roupa de banho, óculos). Ao entrar no site, você percebe que os itens para iniciantes estão em destaque.

Surge a dúvida: como o site sabia que você estava buscando aquele tipo de produto? Simples, a computação cognitiva fez as máquinas aprenderem sobre o assunto, baseada em seu histórico de busca, postagens nas redes sociais e padrão de navegação. Os dados de compras anteriores também fornecem informações sobre o ticket médio das suas compras e os meios de pagamento preferidos.

Isso evita que você faça compras equivocadas ou perca tempo pesquisando e decidindo sobre o item mais adequado.

Em outras palavras, é a capacidade que a computação desenvolve de “raciocinar”, bem próximo do modo como os humanos fazem e nos ajudar em tomadas de decisões de forma rápida e direta.

Se gostou dá um curtiu e deixa algum comentário aí!

Abração.

 

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Growth Driven Design + Inbound Marketing (Por Carol Merten)

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Que prazer em ter um artigo da Carol aqui neste espaço. Carol Merten é Growth Hacker especialista em Marketing Digital | [Webinar] Growth Driven Design + Inbound Marketing. Carol está em constante transformação, conhecida como a musa do bolo com nutella e mestre em conversar até dormindo. Mas na verdade, Carol gosta de escrever e estudar o comportamento das pessoas no meio digital para proporcionar a melhor experiência para elas.

Vou tentar explicar em dados e de forma simples o que é o Growth Driven Design e porque faz todo sentindo trabalhado junto com Inbound Marketing.

Qual o foco do Inbound? Gerar atração dos seus leads para o seu site, nutri-los com materiais ricos até ele entrar na tomada de decisão de fazer a aquisição de um compra, mas o processo não para aí, você continua nutrindo ele para que ele tenha uma percepção e valor sobre o seu serviço ou produto. No setor de tecnologia é muito comum escutarmos que todo investimento é alto, então por isso é importante ter em mente que a metodologia Inbound tem que ser pensada de forma estratégica com a criação de uma persona, na jornada de compra e como nutri-la até virar um lead, como educar um cliente e monitorar tudo isso o tempo todo, porque ao monitorar você consegue identificar as falhas no processo e assim ir adequando da melhor maneira a experiência do seu cliente, e é aqui que entra o Growth Driven Designo seu site! Não adianta, seu site é o seu território, é onde você dita as regras e é preciso ficar claro que o foco é sempre levar o seu usuário para o seu site.

Os princípios do GDD são 3:

  1. Reduzir riscos: Reformulações completas de site são caras, e levam um tempo, chegam a levar de três meses ou mais o desenvolvimento e enquanto isso você está perdendo a oportunidade de captar leads. Fora que ele é construído em etapas e ciclos bem menores de verba e tempo, os riscos são muito menores para o seu negócio.
  2. Aprender e aprimorar: Com o desenvolvimento focado nas técnicas de Growth Driven Design, o seu site está em constante evolução, e a famosa transformação digital está aí para comprovar isso, tudo muda o tempo todo. Mas a coleta de dados sobre seu público e como ele está navegando pelo seu site são coletados o tempo todo, principalmente quando você usa uma ferramenta de automação de marketing e o Google Analytics. Com esses dados eu consigo entregar de maneira mais fácil direcionamentos para a equipe de desenvolvimento quais implementações precisam ser feitas e ajustes realizados.
  3. Informações para marketing e vendas: Para mim aqui é uma das partes mais importantes do GDD, de que adianta eu ter um site bem estruturado, uma ferramenta de automação bem configurado seu eu não contribuir com o time de vendas e marketing? Com os dados coletados sobre as pessoas e sobre a sua jornada dentro do site, eu consigo passar informações mais claras, e concisas para a minha equipe de vendas e assim ela também otimizar o processo dela de atendimento, porque seria como entregar um mapa para ele e dizer: este cliente consumiu x material, leu y post do blog, buscou informações sobre a empresa, assistiu depoimentos de clientes e agendou uma visita, desta forma a equipe de vendas chega mais preparada para conversar com seu prospect e talvez já de cara fechar a venda, pois com esses dados, você já percebe que o cliente já saiu da fase de consideração e esta na fase de aquisição, faltando só o contato para fechar a venda. Já para o marketing conseguimos entregar estratégias e táticas mais claras para impulsionar crescimento da empresa na direção correta.

O ciclo do Growth Driven Design possui duas fases importantes que estão dividas em 3 etapas e deve durar entre 30 e 40 dias.

  1. Planejar a Estratégia: aqui é a fase onde se deve definir os objetivos e as metas do projeto do novo site baseando-se nas personas desenvolvidas lá no seu planejamento de Inbound Marketing, realizar pesquisas quantitativas e qualitativas e pode incluir suposições, mas que estejam embasadas através de dados.
  2. Lista de desejos: É muito importante fazer um brainstorm com seu time para definir quais paginas de conteúdos são interessantes e serão mantidas ou excluídas, funcionalidade e ferramentas, e isso inclui, landing page, pop-up formulários e etc. aqui a premissa menos é mais, seja objetivo, direto e claro com seu cliente.
  3. Launchpad: Com as etapas acimas concluídas é hora de colocar a mão na massa e lançar uma versão simples do site imediatamente, robusta e limpa, capaz, de receber melhorias contínuas, pois como já falamos o mercado de tecnologia muda tudo o tempo todo e o seu site, que hoje é o seu principal cartão de visita, não pode esperar meses ou anos para que passe por atualizações.

Já a segunda fase, é totalmente cíclica e nunca para ela está dividia em 4 etapas e tem como principal foco a sua persona definida lá no seu planejamento de Inbound Marketing, aqui o período é um pouco mais longo e deve durar de 8 a 11 meses.

  1. Planeje: Não adianta planejamento é tudo e minimiza os riscos o tempo todo, é como aquele velho ditado, “se você não sabe para onde vai qualquer lugar serve”. Você já implementou uma primeira fase do seu site, agora revise a performance do mesmo, compare com as metas originais, pesquisa adicional e inclusão de novos itens à lista de desejos.
  2. Desenvolva: Desenvolva, aplique e divulgue as ações definidas na etapa de planejamento. Verifique sua efetividade e impacto criados.
  3. Aprenda: importante, aprenda sempre, com base nos resultados e dados, você pode alterar sua lista de desejo e descobrir que tais itens não interessam ao seu cliente, e somente realizavam os desejos do seu CEO, se for necessário remova itens desnecessários ou adicione elementos que podem contribuir com a jornada de compra do seu cliente
  4. Compartilhe: Ter uma base de lições aprendidas é sempre importante, pois compartilhar novos conhecimentos adquiridos com os demais setores da sua empesa é importante para que todos estejam na mesma sintonia para a melhoria continua do sucesso do cliente.

Acima já te mostrei porque Growth Driven Design trabalha com base na metodologia Inbound Marketing e, juntos, são a receita para um crescimento acelerado no crescimento da sua empresa na geração de leads e de vendas convertidas. Veja alguns pontos que eles se assemelham:

  • Foco em resultados – Aqui não há feeling ou suposições, as ações são totalmente tomadas baseadas em dados a partir do comportamento do cliente
  • Adaptável às tendências – sempre mudando e caminhando junto mercado e à indústria
  • Maior envolvimento – Seu publico fica mais engajado com seus conteúdos relevantes e com menos distrações com tantos formulários de cadastros, pop ups, CTA, e etc, além de poder se tornar um grande promotor da sua marca, porque se o conteúdo for relevante para ele, muito provavelmente ele irá compartilhar nas redes sociais dele.
  • Personas – construir a persona certa é operar em função dela, no objetivo comum de toda a empresa
  • Equipe mais integrada e Colaborativa – o Growth Drive Design é um ciclo mensal incorporado no dia a dia da sua empresa. Todos fazem parte do processo e todos precisam participar, seja a área de TI, de Vendas, Atendimento ao Cliente, Customer Sucess, Produtos e Marketing, quando todos trabalham integrados o foco, no crescimento da empresa e desta forma ele torna-se maior e mais acelerado, porque de fato o que todos nós queremos é gerar mais vendas e obter clientes mais felizes.

Mas muito importante, e volto a reforçar, hoje, e pode ser que amanhã não seja mais assim, não tem mais como você não pensar numa metodologia de Inbound Marketing, atrelado a uma estratégia de Growth Drive Design sem uma ferramenta de automação de marketing, porque senão será apenas gastar esforços e não medir resultados, não qualificar seus leads e muito menos entender em que nível no funil de vendas ele se encontra para receber uma abordagem da sua equipe de venda mais assertiva para o fechamento de um produto ou serviço, e por favor, preocupe-se com a sua retenção, um cliente feliz é muito mais valioso do que ficar se esforçando para adquirir novos clientes, porque pode acreditar, um cliente feliz é um promotor da sua marca e ele fará isso com amor e com vontade, você não precisará pedir isso a ele.

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Produtividade – Métodos práticos

Fala a verdade, como é difícil pra k*&@#*&$@ ser produtivo. É fato que o andamento de processos e atividades nas empresas e também em nossas vidas é um fator que precisa ser constantemente avaliado e aprimorado. Sem metodologias que organizem tarefas e facilitem o desenvolvimento delas, é comum atrasos e falhas se tornarem uma rotina no ambiente de trabalho e pessoal. Mas é o seguinte: principalmente nos dias atuais todo método precisa ser prático, sem muita burocracia e trazer algum resultado de eficiência.

Geralmente nossa correria se concentra no ambiente de trabalho, mas nossa vida pessoal também está sempre repleta de atividades de diferentes complexidades que precisam ser feitas “para ontem”. Em busca do aumento da produtividade e da qualidade desses afazeres tenho utilizado algumas práticas no trabalho e também em casa que compartilho neste artigo com vocês. O objetivo é aproveitar melhor o dia e minimizar o sentimento que o “nosso dia passa rápido demais e não fazemos nada!”.

MÉTODO POMODORO

TECNICA DE POMODORO.pngEssa técnica foi desenvolvida nos anos 80 por Francesco Cirillo. Ela é bastante simples e, quando feita corretamente, aumenta o rendimento e permite que as distrações cotidianas se tornem menos presentes em momentos de maior concentração.
O método se baseia em marcar 25 minutos em um cronômetro – existem diversos apps que facilitam essa contagem, como o Pomodoro Timer – e focar nas atividades que requerem mais atenção.
Nesse tempo, precisamos nos dedicar ao trabalho sem usar o celular, assistir TV, conversar fiado ou fazer qualquer outra ação que não esteja relacionada ao seu objetivo final. Quando o tempo acabar, você terá um descanso de 5 minutos para relaxar e voltar ao trabalho por mais 25 minutos.
A cada 3 ou 4 “pomodoros” (períodos de 1 hora e meia a 2), você pode fazer um intervalo de 15 a 30 minutos, dependendo da sua necessidade. Viu como é simples? O tempo de foco é curto e, dessa forma, conseguimos obter um rendimento muito maior sem grandes esforços! Essa prática é ótima também em equipes.

DON’T BREAK THE CHAIN

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Você já deve ter feito isso mas não se lembra. O “Don’t Break the Chain”, que significa “não quebre a corrente”, se baseia em escrever em um calendário anual as atividades, metas e objetivos diários e marcar um X em cada dia que conseguir cumpri-los.
Com o passar dos dias, teremos uma corrente se formar pelo X’s e ela servirá de incentivo para conquistar os objetivos. Além disso, esse método permite que  visualizemos nosso ritmo de produtividade com base nos dias em que as metas não forem cumpridas, servindo de alerta para a baixa produtividade.
Como dica utilize canetas em cores diferentes para ilustrar as tarefas cumpridas. É um método prático por pessoa.

GETTING THINGS DONE

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Basicamente, o GTD é sobre esvaziar sua cabeça das tarefas que precisamos fazer e deixá-las registradas em algum lugar, para que, assim, possamos dar o máximo em cada uma delas, separadamente. Dessa forma, o foco e a concentração aumentam consideravelmente.
Mas como fazer isso? Será possível realmente aliviar a cabeça das inúmeras obrigações que compõem nosso dia a dia para focar em uma de cada vez? Para isso, sugiro alguns passos:

Capturar: nossa cabeça possui limite, vamos envelhecendo e as preocupações vão aumentando. Não confie tanto no  cérebro! Anote tudo que for importante em um lugar mais confiável, como no celular ou um bloco de notas.

Esclarecer: depois de ter feito uma lista das atividades, é preciso analisar cada uma, destrinchando-as em atividades(tarefas) menores e mais específicas e decidir quais precisam de ação imediata. Um truque interessante desse método é agir imediatamente em atividades que demandam menos de 10 minutos para serem solucionadas. Em resumo, a note tudo, como por exemplo, ligar para “fulano”.

Organizar: neste passo, devemos organizar as atividades de acordo com critérios pessoais (como, por exemplo, a separação por contextos ou situações em que os projetos se encontram). Essa hierarquização irá definir quais ações serão tomadas conjuntamente
e em qual ordem. No cunho pessoal eu separo por RÁPIDO, MÉDIO e DEMORADO.

Executar: coloque as ações em prática e get things done!

Refletir: aqui é preciso revisar as listas de tarefas frequentemente e avaliar o desenvolvimento delas e também a necessidade. Não podemos esquecer que esse é um método que necessita de constante atualização, se possível diária. Este método pode ser usado em equipe ou pessoal, porém é mais complexo que os demais citados neste artigo.

KANBAN

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O Kanban, também conhecido como método de gestão visual, é um método de visualização de tarefas muito eficiente. Sua implementação surgiu na empresa japonesa Toyota, nos anos 70, frente à sua necessidade de manter o funcionamento do sistema de produção em série dos veículos.
Ele faz parte do conceito Just in Time e tem como objetivo a redução de atrasos e uma maior organização a partir de métodos de coordenação da própria produção.

Mas como ele funciona? É bem simples: você só precisa de colunas que reflitam o “status” / estágio em que se encontram as atividades, por exemplo, to do, doing e done – e  preenchê-las com post-its de acordo com o desenvolvimento das tarefas. Dessa forma, conseguimos saber quais projetos ou atividades ainda não saíram do papel, quais estão em andamento e quais já foram entregues.

Um fator interessante do KANBAN é que em um mundo atualmente digital, o fato de mover os post-its manualmente dará a sensação positiva de “conclusão” e relembrar o que está sendo feito.

Construa seu próprio kanban com uma folha de papel ou em uma parede com post-its (na sua casa, no trabalho), ou utilizar de algum dos diversos aplicativos que trabalham com esse tipo de método, como, por exemplo, o Trello e o próprio Post-it.

Valeu moçada!
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Pelos meus Olhos – Especial de Não Violência

Entrevista e texto: Marcela Carrato (Jornalista) , publicado no #DiversificAeC 

“Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim” – Mahatma Gandhi

O final do mês de janeiro e a data de hoje – 20 de fevereiro –  são especiais para quem luta pela Paz. No dia 30/01, comemoramos o Dia Mundial da Não-Violência e a importância da Cultura de PAZ e, além disso, hoje, 20/02, celebramos o Dia da Resistência Não Violenta.

A primeira data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem ao líder pacifista, Mahatma Gandhi, cujo assassinato ocorreu nesta data. É um dia voltado à educação para a paz, à solidariedade, à mediação de conflitos e ao respeito pelos direitos humanos.

Já a segunda data pretende mostrar que se pode lutar pelo que se acredita sem recorrer à violência.

E, para falar sobre o assunto, nada melhor que um lutador (em todos os sentidos). Com mais de 15 anos de AeC, o executivo Fernando Parreiras, é um exemplo de quem pratica a luta como instrumento de paz e, junto a ela, ajuda a transformar o mundo.

“A luta (o esporte) me ajudou a ser quem sou hoje”. Assim, Parreiras define sua personalidade e sua relação com as artes marciais – que pratica há 32 anos.

Aqui, no Pelos Meus Olhos especial sobre a Paz e a Não-Violência, ele conta um pouco do que viu, viveu e lutou.

Como foi sua aproximação com o universo da luta?fernando.jpg

Fernando Parreiras: Foi ainda na infância. Aos quatro anos. Fui levado pelo meu pai que, apesar de não praticar, viu neste esporte uma oportunidade para me formar. Uma forma de me focar, me dar noções de disciplina e humildade. Isso sem contar com o auxílio à saúde e boa forma.

Você sentiu alguma transformação na sua vida?

Completamente. A luta não só faz parte da minha vida, como é grande parte dela. Não posso dizer que senti a transformação porque a luta já existe em todos os momentos que lembro da minha vida. Mas posso, sim, afirmar, que grande parte do que sei e sou, eu devo a ela.

O que os lutadores encaram como violência?

Não há uma diferença do que encaramos para o que as pessoas que não lutam encaram. A violência é tudo aquilo que ultrapassa os limites do outro. Existe violência verbal, emocional e física e todas elas devem ser evitadas ao máximo.

Existe um código de ética ou de conduta?

Entre os lutadores? Há um código velado, mas que todos sabem. Não existe uma legislação desportiva que rege, mas todos conhecem. Por exemplo, aqui em BH, um atleta de companhia ou academia que comete um excesso ou um crime (seja uma briga na rua, uma agressão domiciliar ou alguma outra contravenção) é imediatamente punido (na maioria das vezes, é expulso) e não é bem aceito em nenhuma outra academia ou grupo do ramo. E isso todos sabem e respeitam. Costumamos dizer que “os brigões não têm vez”.

Quais princípios da luta você leva para a vida e vice-versa?

O principal deles é a humildade. A luta é um esporte que iguala a todos. No tatame, todo mundo é igual. Não existe cargo, classe social, cor, nada disso. Você sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai encontrar um oponente melhor ou mais habilidoso que você e você testará seus limites. Assim, você conhece os seus limites e respeita o limite do outro.

Além disso, tem o respeito e a disciplina. É necessário respeitar. É necessário se entregar e se comprometer. Isso, aplicado à vida é como uma fórmula de retidão e caráter.

Você reconhece o esporte como um instrumento transformador da sociedade?

Totalmente. Assim com outras atividades (música, literatura, etc) o esporte ajuda na formação de pessoas em cidadãos. Primeiro porque ajuda a canalizar a energia e segundo, porque ensina muito sobre colaboração, equipe, disciplina e respeito.

Há alguns anos participo de um projeto social na academia onde treino. Dou aulas de jiu-jitsu para crianças de até 13 anos e é perceptível como, em pouco tempo de aula, o comportamento delas já se transforma. Temos os relatos dos pais também que contam como eles estão motivados, mais concentrados, entre outros benefícios.

Para você, qual o conceito de Paz?

A Paz é um estado de espírito. Um estado pessoal que deve ser compartilhado com as pessoas ao seu redor. A Paz envolve disciplina espiritual e é um conceito vivo e em constante construção.

 

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Liderança positiva: novos tempos, novas formas.

Estamos certos e vivendo o momento de grandes mudanças. O que dava certo antes já não funciona mais e o espaço de tempo cada vez mais veloz. Escutamos a muito tempo que as “empresas estão obrigadas a mudar”, mas a mudança começa através dos seus profissionais.

Estamos atualmente em uma “sociedade do conhecimento” já sinalizada por Peter Drucker. Nesta “Sociedade do Conhecimento”, a inovação, a informação e o conhecimento passam a ser mais tão ou mais importantes que o capital financeiro. O trabalhador do conhecimento faz seus horários e controla sua produção, cuida do autodesenvolvimento, estabelece prioridades e não precisa estar subordinado a alguém que fiscalize seus horários e seu trabalho. Isso é radicalmente novo e muda completamente a forma de organizar e liderar pessoas.

Esses novos tempos pedem uma nova organização das pessoas e, portanto, novos líderes, novos profissionais. A nova estrutura organizacional precisa incorporar essa flexibilidade e especialização. A organização das pessoas mais adequada é a de uma orquestra sinfônica, na qual o líder se torna mais um maestro que lidera especialistas.

Para responder a essa demanda das organizações surge um novo conceito e modelo de liderança, a “Liderança Positiva”. A liderança positiva mostra que para obter resultados excepcionais, os líderes devem aprender a criar um ambiente extremamente positivo no trabalho. Eles devem aproveitar os pontos fortes de cada um em vez de simplesmente concentrar-se sobre os pontos fracos. Devem aprender a elogiar e promover emoções positivas como a compreensão, compaixão, otimismo, gratidão e o perdão.

Ser um líder positivo significa cultivar um clima positivo, desenvolver relacionamentos positivos, manter uma comunicação positiva e, finalmente, criar, em cada um dos liderados, uma percepção de sentido e significado positivos de seu trabalho.

A busca de um sentido na vida é uma necessidade humana universal e a relação entre esse sentido e o significado do trabalho é fator fundamental. Os que consideram seu trabalho apenas como um emprego buscam ganhos financeiros e materiais e têm desempenhos apenas normais. Por outro lado, os indivíduos que fazem o que gostam e para quem seu trabalho é a sua vocação, buscam recompensas muito além dos benefícios pessoais ou financeiros e possuem desempenho muito acima do normal. Cabe ao líder ajudar cada um dos liderados a encontrar sua vocação e desenvolver um sentido e significado positivo de seu trabalho. O comportamento do líder é contagioso e tem um efeito exponencialmente multiplicador no grupo e na organização.

Para conseguir implantar os novos conceitos da Liderança Positiva, tem-se que ir além da mudança de comportamentos e atitudes. Tem-se que desenvolver novas crenças e valores. Tem-se que ter a coragem de acreditar que se pode ir além do normal, confiar na capacidade e na boa vontade das pessoas, nas possibilidades do virtuosismo e da excelência acima do limite.

O líder que exerce liderança positiva consegue liderar a si próprio, consegue ser si próprio, consegue acreditar em si próprio. O resto se tornará fácil.

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