Difícil encontrar direções?

No texto anterior escrevi sobre a busca da direção para as nossas vidas. Quem sou eu para direcionar a vida de alguém, pois sou um ser comum, e tenho minhas dificuldades em direcionar minha própria vida.

Porém, a minha forma de entender a vida no sentido pessoal e profissional é estudando e escrevendo. Quando chego no estágio de entendimento, coloco em prática, afinal o primeiro que precisa sou eu.

Só encarando nossa própria direção podemos criar uma vida cheia de sentido, que nos dará o propósito e a mentalidade para lidar com qualquer coisa que apareça em nosso caminho.

Acredito que os sentidos para uma boa direção estejam em PROPÓSITOS e PRINCÍPIOS, que trilham caminhos em plenitude para nossas vidas. Não sou profissional, tão pouco especialista, nas áreas de Humanas (saúde, medicina, psicologia), mas este é um assunto que me traz grande interesse uma vez que sou o humano responsável por minha vida.

Então acredito, que quando estamos buscando sentidos, destinos e direções alguns pilares são muito importantes em serem colocados em prática:

Aprender a superar situações difíceis: Para mim o maior ensinamento disso é entender que em meio a toda e qualquer desgraça alguma coisa boa somos obrigados a tirar.

Encontrar de fato um sentido e buscá-lo por si só: Não esperar nada de ninguém, fazer por suas próprias mãos e pernas. Isso não significa ingratidão ou não aceitar ajuda, significa não tornar outras pessoas responsáveis por suas direções.

Ter a certeza da capacidade da humanidade: Apesar de ver muita negatividade no mundo, somos capazes de muitas coisas. O mais difícil é começar, assim como fazer dietas, e depois que se adquire disciplina enxergamos o quão longe podemos ir.

Aprender a assumir responsabilidades: Errar, assumir e tentar novamente, basicamente isso. Quando se chega neste estágio, é possível entender que: houve tentativa; o não já temos; não posso desistir; a conquista virá.

Existem grandes mestres, filósofos, psicanalistas, psicólogos e especialistas que nos trazem excelentes reflexões sobre sentido de nossas vidas. Freud, por exemplo, define uma linha de pensamento que o propósito da vida está relacionado a perseguir o prazer. Já Viktor Frankl dizia que o propósito está em encontrar aquilo que você ama e viver com significado.

É comum procuramos sentido em nossas vidas em tempos difíceis, assim como, por exemplo, recorrer a religião quando a situação da vida não é positiva. Uma das coisas que mais reflito é: o que são tempos difíceis? Assim como sucesso, tempos difíceis depende do nosso campo de visão e principalmente o que iremos empregar para vencer: RAZÃO ou EMOÇÃO. É quase impossível viver separando estes sentimentos, mas é preciso utilizar da melhor forma possível.

É uma decisão complexa estar entre a RAZÃO e a EMOÇÃO. É como escutar uma música que toca a alma: muitos caem no choro, eu as utilizo como energia para acelerar em sentido à minha direção planejada.

Viktor traz ensinamentos fortes sobre isso. Ele mostra a busca do sentido da vida em um campo de concentração nazista, o que faz com que mude a perspectiva sobre o mundo e sobre as pessoas. Quando reflito sobre isso atualmente, é como olhar para pessoas que estão em situações terminais de suas vidas, pois é um momento comum para se pensar no sentido da vida. Será que precisamos deixar chegar neste momento para pensar? Para responder a essa pergunta, pratique a empatia quando encontrar pessoas em situações limitantes como essa. Praticar a empatia neste momento é aflorar a emoção, que podemos transformá-la em razão convertida em muita energia para seguir firme nos sentidos e direções com nossa própria vida, afinal tudo acaba.

Todos temos situações assim em nossas vidas, seja com familiares ou amigos. A perda de pessoas próximas neste plano espiritual é carregada de grande emoção. Me lembro duas situações marcantes para mim: perder uma tia em seus 40 anos para um câncer que a matou em 6 meses; perder um grande irmão por escolha em um acidente de moto em seus 28 anos. Hoje tais acontecimentos me servem como razão para fazer melhor em minha vida, superar meus obstáculos, viver e aproveitar. Afinal, será que eles aproveitaram a vida? Enfim, sei que eles sabem que os uso como exemplos de gratidão pela vida e um dia iremos nos reencontrar. Neste dia falarei algo simples como: obrigado por me ajudar a entender a necessidade de transformar emoção em razão em tempos difíceis.

A história é uma das melhores formas de entendermos o futuro. Como diz Lígia Zotini: “O futuro para alguns é o presente para outros.”

A vida nos campos de concentração era muito difícil, e certamente este regime imposto por Hitler foi uma das maiores atrocidades da história. Os homens foram retirados de suas vidas normais, e preocupações tais como: quanto ganhariam; com quem se casariam; o que conquistariam; quantos filhos teriam, não existiam mais. A vida se concentrava apenas em SOBREVIVER diariamente. Afinal, eles só podiam sobreviver, viver seria raro, mas a razão era mais forte que a emoção.

Obviamente guardando as devidas proporções desta época para os dias atuais, podemos tirar grande lições: por que não podemos VIVER diariamente? Nos dias atuais a maioria de nós já SOBREVIVE com oportunidade de VIVER, exceto aqueles que se encontram em condições de extrema vulnerabilidade (E é uma obrigação de todos permitirem ao menos sobreviver com dignidade, mas esse é parte de outro assunto).

Porém, o que vemos atualmente é a procura POR MAIS, por ADQUIRIR MAIS, e isso tem sido definido como VIVER. As evoluções tecnológicas tem favorecido o alcance em alguns fatores para isso, porém também aflora os pecados capitais nos seres humanos. Estou falando a respeito das influências das redes sociais em “explicar” o que é VIVER. Então deixo aqui para refletirmos sobre SOBREVIVER e VIVER, então para entender pratique a empatia como dito no texto acima. Tudo que está escrito aqui é um eterno aprendizado para mim mesmo. Tantas vezes me pego reclamando da vida, querendo mais, querendo acelerar mais, querendo fazer mais. Estar em um campo de concentração era uma experiência tão brutal, que cada prisioneiro perdeu sua oportunidade de SOBREVIVER, e muitos não conseguiram lidar com isso e desistiram de suas próprias vidas. Quando penso nisso, quem sou para desistir de enfrentar os meus obstáculos que estão imensamente longe desta situação em campos de concentração. E quando pensamos em pessoas em situações terminais que estão pensando em seus destinos e direções da vida. Qual é mesmo o motivo desistir de nossas vidas? De encontrar quem somos?De encontrar nossos sentidos e direções? Reflita, respire e aja. Simples assim.

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