Profissões: Talent Designer

Profissões do Futuro

O que esse(a) profissional faz?

talentoTodos os dias, empresas, startups ou redes colaborativas, lidam com desafios e projetos complexos que exigem um conjunto de HABILIDADES específicas.

Esse(a) profissional MAPEIA os talentos para saber onde cada um pode contribuir melhor e ser complementar nas skills. Busca o entendimento da posição de cada pessoa dentro do ecossistema.

O seu papel é aprimorar talentos, possibilitando que cada pessoa desenvolva sua INTEGRALIDADE dentro das organizações ou redes, para que expressem sua potência máxima.

Trabalha na construção de VÍNCULOS para que os laços se fortifiquem e o trabalho seja de fato potencializado pois cada um SABE O SEU MELHOR e o melhor do outro. A individualidade de cada um é valorizada.

Também faz o gerenciamento de desempenho, pesquisas de engajamento e ainda desenvolve programas para melhorar a EXPERIÊNCIA dos colaboradores ou da rede colaborativa.

Particularmente acredito muito nesta profissão devido as mudanças de mercado tais como a “não necessidade de formação específica” principalmente quando se fala de tecnologia; horários de trabalho flexíveis; modelos de trabalho diferenciados (homeoffice) e por aí vai. Desta forma, o Talent Designer precisa ser um bom “leitor” de pessoas e comportamentos, extraindo deles o individual e fazendo com que fortifiquem o trabalho em grupo.

 

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Quais perfis necessários para a criação de um Chatbot

No post anterior escrevi que O desafio dos chatbots não são tecnologicos, e agora neste texto irei abordar as profissões ou perfis que entendo serem necessários para criar e manter um produto de chatbot.profissao_futuro

Ao contrário do que muita gente pensa, criar chatbots não é uma atividade técnica somente de códigos de programação ou está resumida a alocar apenas uma pessoa para obter sucesso com o conteúdo do chatbot. Pelo contrário, para criar bons chatbots, é necessário ter um time extremamente diverso e preparar o ambiente para que todas áreas contribuam para especialidade do bot, criando uma experiência eficiente ao usuário.

Então, abaixo listo alguns perfis que precisam ser incorporados a profissionais de áreas ou especializações já existentes.

NEGÓCIO, COMERCIAL E MARKETING:

Gerente de contas principal ou chave: Profissional responsável pela relação comercial com o cliente.

Consultor de sucesso dos clientes: Profissional que determina o que será medido como sucesso do produto para o cliente. Possui alta interação com o Desenvolvedor de negócio e Analista de Inteligência de negócios.

Marketing de produto: Profissional responsável pela marca e divulgação do produto.

Desenvolvedor de negócio: Profissional que entende do negócio que o chatbot irá atender. Possui perfil híbrido de negócio / técnico com o objetivo de traduzir as equipes técnicas as necessidades de melhorias e evolução do produto.

Analista de inteligência de negócios: Profissional com perfil técnico voltado a DADOS voltado para geração de números, métricas e análises para validar o sucesso do produto aos clientes.

ÁREAS TÉCNICAS E CONTEÚDO:

Gerente de Produto: Profissional que responde tecnicamente pelo produto e lidera a equipe técnica. Possui grande interação com Desenvolvedor de negócio.

Especialista em experiência do cliente: Profissional que possui perfil voltado para o negócio, possui alta especialidade em produtos diversos voltados para atendimento ao cliente (multicanalidade) e é uma das interfaces com equipe técnica na construção do produto.

Especialista em Interface para usuários (UI / VUI): Profissional técnico voltado para designer web, aplicativos, etc. Ele quem determina qual a melhor experiência de navegação para o usuário.

Especialista em designer para experiência dos usuários (UX): Profissional responsável por “desenhar” as interfaces do produto baseado na experiência de interface estabelecida pelo especialista acima.

Especialista em estratégia de conteúdo (UX Writer): Profissional responsável pela forma de escrita e abordagem do chatbot. Geralmente são jornalistas e especialistas em entender o público alvo e escrever a melhor forma para aceitação do conteúdo.

Agentes de conteúdo: Geralmente chamados de curadores, possuem formações e experiências profissionais diversas. São responsáveis por alimentar e validar o conteúdo das perguntas e respostas dos chatbots. Geralmente existentes agentes de conteúdo dedicados e também part-time, contribuindo com suas experiências profissionais do dia a dia.

Especialista em qualidade de produto: Também chamado de equipe de testes, compõem o time técnico e são responsáveis por testar, encontrar problemas e interagir com equipe de desenvolvimento para lançar um produto de boa qualidade.

Cientista de dados: Profissional responsável por determinar linhas de pesquisas para melhor aproveitar os dados gerados pelos chatbots, promovendo o melhor direcionamento para aprendizado de máquina.

Especialista em Inteligência Artificial: Geralmente programadores e conhecedores de linguagens de programação voltadas para aplicação de algoritmos de machine learning. Geralmente são liderados pelos cientistas de dados.

Especialista em DevOps: Profissional técnico responsável pela arquitetura, modelo de desenvolvimento, modelo de operação e manutenção do produto.

Desenvolvedores fullstack: Profissional técnico responsável pelas linhas de código de programação do produto (Programadores de Backend e Frontend).

Suporte a usuários / Service Desk: Profissional responsável por atendimento e suporte ao usuário final. Possuem alta interação com equipe técnica e agentes de conteúdo.

As profissões, funções ou perfis acima não são necessariamente obrigatórios ou devem utilizados em sua totalidade nos projetos de chatbots. O texto acima visa auxiliar o entendimento dos perfis necessários para a criação de um produto eficiente.

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O desafio dos Chatbots não são tecnológicos

bothumanDentre vários textos e artigos, inclusive escritos por mim, uma das tecnologias ou ferramentas do futuro será a inclusão do chatbot nas empresas e no uso pessoal. A pouco tempo escrevi que não teremos mais aplicativos nos telefones e sim assistentes pessoais (virtuais) – O fim dos aplicativos, e isso é visto com os assistentes das grandes fabricantes de conteúdo como Google e Amazon.

Porém, tal desafio para os chatbots não passa por tecnologia e sim por pessoas. Em experiências próprias afirmo que inicialmente encaramos que a tecnologia será o maior desafio de qualquer processo de digitalização, mas isso será rapidamente vencido mesmo com todas as dificuldades técnicas. Então, de fato a maior dificuldade está em tornar essa tecnologia de chatbot inteligente, ou seja, cheia de dados e respostas que façam sentido as perguntas dos usuários, e deixando de lado a irritante resposta comum nos chatbots atuais: NÃO ENTENDI.

A palavra CHATBOT é linda (até em sua pronúncia), porém um alto risco quando não se enxergam a realidade. Equipes comerciais estão ansiosas para realizar a venda dos chatbots e equipes de produto não tem visualizado de maneira clara que a tecnologia não será o problema principal, e sim o conteúdo que irá ser armazenado no processo de aprendizado do chatbot. Culturalmente não visualizar isso em novas tecnologias é relativamente normal, pois na maioria dos casos a entrega de produtos tecnológicos tem 80% de esforço em códigos de programação e os outros 20% para ensinar e tornar o produto melhor aos usuários. No caso do chatbot esta conta é invertida e certamente 20% será esforço de construção da tecnologia através de códigos de programação, ficando os 80% restantes com pessoas dedicadas para aplicar a curadoria nos chatbots.

O primeiro desafio é entender que humanos são mais necessários que códigos de programação quando falamos de chatbots.

Durante quase 12 anos fui consultor de tecnologias voltadas para gestão de projetos, portfólio e conteúdo, e uma das coisas que mais aprendi é que PRODUTO não é nada se não houver CONSULTORIA de pessoas, e isso é um processo árduo e de muita dedicação e tempo.

Desta forma, sairão na frente as empresas que entenderem que é necessário comprar ou vender serviços ao invés de produtos de chatbots, já que informação “não pulará sozinha para dentro do produto”. Lembrando que chatbot deve ser um dos canais para atendimento aos usuários quando se fala de multicanalidade.

Um segundo desafio é construir uma arquitetura que permita a utilização de chatbots híbridos.

Na prática é importante tomar o cuidado para não criar um produto que não seja escalável, que não converse com mais de uma tecnologia e que principalmente consiga interagir entre “cabeças de chatbots” com conteúdos variados. A melhor analogia para isso é imaginar 3 pessoas com formações diferentes recebendo perguntas de uma única pessoa, porém para cada pergunta exige a resposta de uma formação específica. Assim serão o que estou chamando de chatbots híbridos, ou seja, como montar conteúdos  de respostas possivelmente isolados, mas que terão um único canal de pergunta.

Então, penso que em vez de disponibilizar uma conversa completamente aberta entre chatbot e usuário, é necessário construir um chatbot híbrido, que usa processamento de linguagem natural mas procura sugerir opções, para direcionar a conversa e chegar mais rapidamente à resposta adequada, mesmo que inicialmente seja utilizando árvores de decisões em meio a LN. Na prática, o mais importante é arquitetar e construir um orquestrador de bots, que possibilite utilizar tecnologias de diferentes fornecedores (IBM, Microsoft, Google, Amazon, própria, etc), variando caso a caso, e que facilita a curadoria do conhecimento do chatbot no futuro.

Por fim, um terceiro grande desafio é dedicar tempo para a curadoria de conteúdo. Penso que o aprendizado de um chatbot é igual a de uma criança, que mesmo com toda tecnologia e dinheiro não é possível ensiná-la a ser medico até seus 6 anos de idade. (Por enquanto, talvez num futuro há implante de inteligência, mas aí é outro assunto)

Mas é importante observar que CURADOR necessariamente não é uma pessoa, e sim um processo que realiza a análise de informação bruta, adequação com conhecimento de causa, redação específica para público e logo disponibilização para a aplicação de aprendizado de máquina nos chatbots.  Então, são necessárias várias pessoas com conhecimentos variados, disciplina para execução do processo e muita dedicação para formar conteúdos rápidos, diretos e com menos lixo eletrônico possível para os usuários finais.

Meu maior medo é serem lançados tantos chatbots ou bots tão rápidos e com tanta ineficiência para o usuário que colocará em descrédito a tecnologia.

Enjoy!

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Linguagem corporal e a relação com hormônios ligados ao poder e ao stress

linguagem_corporalAquela expressão “o corpo fala” realmente é a mais pura verdade. Geralmente nos comportamos ou agimos de acordo com cada situação que estamos vivendo, ou o momento em que estamos. Nossos movimentos corporais como se curvar, esticar, passar as mãos no pescoço, se expandir, tudo isso tem um motivo ou significado.

Porém, quando estudamos linguagem corporal e também um pouco de programação neuro-linguística (PNL), não nos atentemos para o fato que o “corpo pode moldar a mente” e TAMBÉM a “mente pode moldar o corpo”.

Como não sou especialista no assunto, mas procuro estudar e entender os meus próprios comportamentos e das pessoas que convivo, deixarei a Amy Cuddy em uma palestra no TED falar da relação da linguagem corporal para contribuir e entender nosso dia a dia. Vários estudiosos falam disso, mas além da história de vida fantástica e motivadora de Amy, ela aborda como a mente molda nosso corpo colaborando com pensamentos que alteram nossos hormônios, principalmente o TESTOSTERONA e o CORTISOL, estes ligados ao poder e ao stress respectivamente.

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Transumanismo e seus perigos

“NÓS PRECISAMOS de um nome para esta nova crença”, pensou Julian Huxley em 1957. “Talvez trans-humanismo sirva: o homem que permanece, mas se transcendendo, realizando novas possibilidades de e para sua natureza humana”.

EmpatiaEste século XXI está sendo marcado por discussões e buscas para cada vez mais inserir a tecnologia na vida humana, literalmente. Como a maioria dos grandes movimentos criados pela humanidade, o transumanismo é internamente diverso. Um movimento comprometido com a mudança, que combina teoria e prática, apresentando teorias descritivas e chamadas à ação. A questão em curso será: quais são os perigos associados a essas chamadas?

A história, de acordo com os ditos transumanistas, progride de forma linear (ou exponencialmente, levando em conta a taxa cada vez maior de mudança tecnológica), impulsionada pelo avanço tecnológico.

Mas essa era pós-humana seria realmente melhor para nossos descendentes?

O tranumanismo corrompe o conceito de direitos humanos universais e pode permitir a desigualdade ainda mais extrema do que a atual. A maneira mais óbvia de fundamentar os direitos humanos e proibir a discriminação é assumir que os seres humanos são especiais e têm valor intrínseco em virtude de serem humanos e que todos os humanos são iguais.

As mudanças fisiológicas intra-pessoais terão um impacto profundo na dinâmica do poder interpessoal. A maior preocupação é o potencial do transumanismo para aumentar a opressão em grande escala. Aqueles que usam tecnologia para aprimorar suas capacidades físicas e mentais seriam marcadamente diferentes dos não aprimorados. Em um mundo em que já existe muita desigualdade, a introdução de pessoas melhoradas pode tornar todos os outros totalmente incapazes de competir.

O avanço tecnológico sempre favoreceu aqueles com acesso a novas tecnologias e um alto grau de conhecimento e habilidade técnica. O transumanismo poderia criar uma imensa desigualdade dentro das comunidades e entre as comunidades. Em uma escala global, um maior acesso à tecnologia daria aos cidadãos do mundo desenvolvido uma vantagem biológica real. O efeito poderia ser o de uma fuga de cérebros gigante, com pessoas altamente treinadas e inteligentes concentradas em países mais ricos.

Mas o motivo da fuga de cérebros não seria que a elite intelectual tivesse migrado para países mais ricos para melhores condições de pagamento ou de vida. Seria que a elite intelectual fosse feita nesses países.

Mas mesmo quando o avanço tecnológico nos liberta de limitações, ele cria um enorme potencial de opressão. À medida que avançamos e empurramos os limites da capacidade humana, devemos ser cautelosos. Em nosso esforço para lançar limitações, devemos ter cuidado para não impor mais, não se padronizar mais.

A padronização robotizada traz enormes perdas HUMANAS, tais como sentimentos, empatia, generosidade, bondade, felicidade, esperança e sociedade!

Vamos usar e criar tecnologia, mas devemos continuar HUMANOS e com o coração criado por Deus.

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