Novos serviços para novas tendências tecnológicas

A poucos dias escrevi um texto sobre a redefinição das tendências tecnológicas  onde fiz um resumo das 5 fortes tendências com grande ênfase exposta pela Gartner. Porém, este assunto de “futurismo” e inovações que ter por vir de fato irão redefinir novas profissões, conceitos, humanidade e por aí vai.

Com base em várias leituras, procurei resumir aqui algumas das novas oportunidades de negócio em tecnologia nos próximos dois anos, então é melhor de adaptar se estivermos neste mercado de TI.

Informação vindas de Todas as Coisas

O IoT já é dito a um tempo, porém muito focado em “dispositivos” e pouco se fala do aproveitamento dos dados. Na verdade não é que pouco se falam, mas o que faremos com todos estes dados. Então, o princípio básico do pensamento é: Tudo na malha digital produz, utiliza e transmite informação. Estas informações vão além do texto, áudio e vídeo para incluir a informação sensorial e contextual. Informações de Tudo (Information of Everything) resolvem este fluxo com estratégias e tecnologias para conectar dados e informações vindos das mais diversas fontes. Avanços nas ferramentas semânticas, bem como outras tecnologias emergentes de análise e classificação de dados vai trazer significado para uma grande quantidade, muitas vezes caótica, de informações. Falando de profissões, olha o “tal” do cientista de dados aparecendo aí.

Estas “coisas” irão precisar de ajuda

Estima-se que no final deste ano de 2018, seis bilhões de coisas estarão conectadas e solicitando suporte. Em 2021, um milhão de novos dispositivos da Internet das Coisas serão comprados a cada hora. O que acontecerá quando estas “coisas” necessitarem de ajuda e suporte? As empresas terão que desenvolver estratégias e mecanismos de resposta diferentes do que quando se comunicam e resolvem problemas para os humanos. É engraçado pensar, mas certamente temos que criar COISAS para dar suporte a TODAS ESTAS COISAS, hehehehehe!

Aprendizagem profunda da máquina

A explosão de diversas fontes de dados e a complexidade das informações tornam a classificação e a análise da forma que são feitas hoje, inviável e não rentável. As redes neurais profundas (deep neural nets – DNN) automatizam a compreensão da informação, tornando possível contornar os desafios da “Informação de Tudo“. Os DNNs possibilitam que máquinas baseadas em hardware ou software aprendam por si próprias as caraterísticas do ambiente à sua volta, indo dos detalhes aos conteúdos mais abrangentes. Esta área evoluirá rapidamente e as empresas devem entender como podem aplicar estas tecnologias para ganhar vantagem competitiva.

A rede dos dispositivos

Esse termo refere-se à expansão de endpoints usados por pessoas para acessar aplicações e informações ou para interagir com outras pessoas, comunidades sociais, governos e negócios. Essa rede inclui dispositivos móveis, wearables, dispositivos eletrônicos de consumo e para residências, dispositivos automotivos e de meio-ambiente – como sensores na Internet das Coisas (IoT). No mundo pós-mobile, o foco muda para o usuário móvel que é cercado por uma malha de dispositivos que vão bem além dos dispositivos móveis tradicionais. A previsão é que, com o aumento das conexões e a evolução dessa malha, a interação cooperativa entre dispositivos também aumente.

Ambiente de experiência do usuário

Realidade aumentada e realidade virtual já falamos a um bom tempo, porém como explorar isso melhor?! Eis o desafio. É sabido que estas tecnologias têm grande potencial, mas representam apenas um lado da experiência para o usuário (e esse novo modelo de experiência do usuário, na minha visão, ainda não está maduro). A rede de dispositivos cria as bases para uma nova experiência, que deverá ser contínua, fluída ao longo de um conjunto de dispositivos e de interação de canais que misturam ambientes físicos, virtuais e eletrônicos, à medida que o usuário se move de um lugar para o outro. O diferencial profissional estará em entender e desenhar estas experiências avançadas para empresas e profissionais desenvolvedores de softwares e apps.

Arquitetura de segurança adaptativa

No final de 2018, 20% dos edifícios inteligentes terão sofrido algum “vandalismo” digital.  A complexidade do mundo digital e o surgimento da economia algorítmica, combinados com a indústria do cyber crime, aumentam significativamente as ameaças. Isso exigirá das empresas uma forte estratégia de segurança com medidas para prevenir, detectar e responder aos ataques. Aplicações de autoproteção, bem como analytics para o comportamento de usuários e entidades, irão ajudar a cumprir a arquitetura de segurança adaptativa. Eu costumo brincar que estes novos “seguranças” não precisarão ser fortes e atléticos fisicamente, possuir força e preparo físico… basta estar com uma boa internet e deixa com a inteligência em segurança digital!

Rede de aplicações e arquitetura de serviço

Possibilitada por serviços de aplicativos definidos por software, essa nova abordagem permite desempenho em escala web, flexibilidade e agilidade. Empresas de TI devem desenvolver novas arquiteturas modernas que entreguem na Cloud aplicações ágeis, flexíveis e dinâmicas.

Enjoy!

Fonte: Gartner e artigos MIT
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Sobre Fernando Luis Parreiras

Bacharel em Desenho Industrial e Bacharel em Administração de empresas. Possui Pós Graduação em Gestão de Projetos e Inovação, MBA Executivo e Mestre na área de Tecnologia. Formações pela UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), Newton Paiva, BI International, Stanford University e Penn State. Mais de 18 anos de experiência atuante no mercado de Tecnologia, Projetos e Inovação. Praticante e disciplinado em um estilo de vida saudável e esportista com formação como faixa-preta em JIU-JITSU e TAE KWON DO.
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