Transformação digital, o que penso?

O cenário de transformação digital não é apenas o mundo dos Facebook, Google, Amazon e outras empresas existentes na Internet. É também uma questão de liderança, cultura, mudança, estratégia e principalmente gestão de talentos.

Não há que se discutir que o tema “Transformação Digital” é um caminho rápido e totalmente sem volta. Se ainda não está, deveria constar na agenda de todos os executivos não importa qual modelo de negócio a empresa pratica ou está inserida no mercado.

Vejo que em alguns momentos ainda são um “oba oba”, mesmo com o interesse muito grande pelo assunto. Percebo que muitos ainda estão na atitude “ver o que vem aí”, e mesmo outros mostram certo lado cético ou medroso (principalmente quando se assiste Black Mirror, mas aí é outro papo). Por outro lado, empresas fornecedoras de tecnologia aproveitam este cenário e “oportunidades de mercado” e muitas vezes, uma simples migração para cloud (nuvem) é considerada Transformação Digital, e fazem disso um mercado da “era digital”.

Entao, o que penso é que Transformação Digital está muito centrada ao fator tecnológico. Porém, este tipo de transformação não é apenas automação de processos ou adoção de tecnologias como cloud ou aplicativos para smartphones. É bem mais abrangente que isso e envolve outras áreas de conhecimento. Envolve uma mudança significativa no modelo mental das empresa e dos profissionais que a constituem que chegam inclusive a transformar totalmente seus modelos de negócios.

Para fazer a Transformação Digital é essencial compreender sua essência e provocar uma reinvenção do modelo organizacional (e não é o simples deslocar de caixinhas), com processos digitais e muito mais ágeis que projetos “normais”, e o uso intenso do conceito de digitalização.

A digitalização provoca a desmaterialização, que leva à desmonetização, que potencializa a democratização de uso. O smartphone é um exemplo clássico. Desmaterializou diversos equipamentos físicos como CDs, gravadores, GPS, câmeras fotográficas, filmadoras, etc, que estão agora embutidos em um único dispositivo, o próprio smartphone.

Outra provocação de mudança muito evidente com a transformação digital é o “comércio daquilo que não possuo”, ou seja, conceitos de plataformas digitais. As plataformas digitais permitem que uma empresa venda, troque, alugue, empreste aquilo que ela não possui, fazendo com que não seja necessário ter logística, departamento de compras e problemas de desvalorização ou reformas de bem físicos. Ter exemplos disso na atualidade é fácil, só olhar para UBER, AIRBnb e AMAZON.

Na minha visão o grande alcance da transformação digital está em oferecer aquilo que não se tem com qualidade, rapidez, e união entre cliente e compradores, diminuindo a distância e dificuldade existentes.

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A desmaterialização barateou o custo e democratizou o uso. Comparem o antigo, caro e lento processo de fotografia analógica, com o de hoje, quando é possível tirar milhares de fotos e postar em suas redes sociais, aplicando filtros muito sofisticados, de forma totalmente gratuita e rápida. A consequência? Disrupção.

A essência da transformação digital é simples: digitalização → desmaterialização → desmonetização → democratização → disrupção.

Por fim, a transformação digital na minha humilde visão tem duas características que a distinguem do tradicional cenário competitivo: a velocidade e amplitude da mudança. Tentando exemplificar, pense no WhatsApp que em poucos anos destruiu o mercado bilionário das mensagens de texto, SMS, ligações das operadoras de telefonia móvel provacaram de uma vez a necessidade de disrupção das operadoras de telefonia já que reduziu drasticamente as ligações telefônicas.

Então quem dita as regras de sucesso dos negócios se chama mercado. Hoje temos um cenário onde os clientes valorizam custos (pay-per-use como exemplo), experiência (como autoatendimento, automação e personalização de conteúdo), e plataformas (como marketplaces e modelos de economia compartilhada, exemplificada como Uber, Airbnb entre outros).

Podemos simplificar dizendo que o que puder ser digitalizado, o será; o que puder ser compartilhado, o será; e o que puder ser feito sem intermediários, o será. 

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Sobre Fernando Luis Parreiras

Bacharel em Desenho Industrial e Bacharel em Administração de empresas. Possui Pós Graduação em Gestão de Projetos e Inovação, MBA Executivo e Mestre na área de Tecnologia. Formações pela UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), Newton Paiva, BI International, Stanford University e Penn State. Mais de 18 anos de experiência atuante no mercado de Tecnologia, Projetos e Inovação. Praticante e disciplinado em um estilo de vida saudável e esportista com formação como faixa-preta em JIU-JITSU e TAE KWON DO.
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